007B ) - O RÁDIO NO BRASIL, NO ESTADO DE SÃO PAULO E NO INTERIOR, INCLUSIVE PIRACICABA
Edgard Roquete Pinto, antropólogo, foi um dos grandes incentivadores do rádio no Brasil. Cronologicamente, há registros que comprovam que a primeira emissora de rádio brasileira surgiu com a fundação da Rádio Clube de Pernambuco, em Recife, no dia 6 de abril de 1919.
Em 1922, é tida como a primeira irradiação oficial a transmissão feita a partir do alto do corcovado, no Rio de Janeiro, nas comemorações do Centenário da independência do Brasil. ”O rádio é o divertimento do pobre(..), e a informação dos que não sabem ler”,sob estas palavras Roquete Pinto enxergou no rádio um veículo que pudesse difundir a cultura e história brasileira.
Em 1922, é tida como a primeira irradiação oficial a transmissão feita a partir do alto do corcovado, no Rio de Janeiro, nas comemorações do Centenário da independência do Brasil. ”O rádio é o divertimento do pobre(..), e a informação dos que não sabem ler”,sob estas palavras Roquete Pinto enxergou no rádio um veículo que pudesse difundir a cultura e história brasileira.
Em 1923, são instalados aparelhos receptores na cidade do Rio de Janeiro, idealizada por roquete Pinto. Outras emissoras começaram a surgir não somente com uma programação informativa, mas planejada em primeiros passos para transmitir a nossa música e arte.
Na cidade de São Paulo
A primeira Rádio radiofusão do Estado de São Paulo, foi a Rádio Record, de propriedade de Paulo Machado de Carvalho. A Rádio Record foi fundada em 1928 por Álvaro Liberato de Macedo, com o nome de Rádio Sociedade Record, e logo depois foi passada à Paulo Machado de Carvalho em 1931, já com o seu atual nome.
No interior do Estado de São Paulo -
A pioneira foi a Rádio Clube de Piracicaba, de João Sampaio Goes, data-se de 1933.
A Rádio Mantiqueira, conhecida apenas como Mant, é uma emissora de rádio da cidade de Cruzeiro, no estado de São Paulo. Opera nas frequências de 550 kHz AM e 100.7 MHz FM. É a rádio mais antiga do Vale do Paraíba, fundada em 1934. Em 1950, transmitiu a final da Copa do Mundo de 1950, realizada no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, entre Brasil e Uruguai. A Rádio Mantiqueira é a primeira emissora de rádio do Estado de São Paulo e a sexta do Brasil. A termo de comparação, a Rádio Mantiqueira é mais antiga que a Rádio Nacional (hoje Rádio Globo, do Rio de Janeiro), que foi um marco na história do rádio brasileiro.
Outras Mais
1933 - Fundada a Rádio Clube de Piracicaba, por João Sampaio Goes650 MHz
1934 - Radio Mantiqueira de Cruzeiro-SP.
1934 - Inauguração da Rádio Mayrink Veiga.
1934 - Rádio Mantiqueira, da cidade de Cruzeiro-SP.
1935 - Rádio Aparecida-SP, poelo Padre Vitor Coelho de Almeida, apenas 50 Watts de potência
1935 - Inauguração da Rádio Jornal do Brasil.
- Instituição do programa oficial do governo Vargas, A Voz do Brasil.
- A Rádio Kosmos(Rádio América), de São Paulo, cria o primeiro programa de auditório, que permite transmissões com a participação do público.
- Aparecem as primeiras cantoras de samba: Linda Batista e Araci de Almeida.
1936 - Inauguração da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, a primeira grande emissora brasileira, líder de audiência durante duas décadas.
1936 - Fundação da Rádio A Voz Agricola do Brasil, na cidade de Piracicaba-SP., pelo grupo Piratininga de Rádio.
1937 - 6 de maio: inauguração da Rádio Bandeirantes, de São Paulo, primeira a divulgar notícias durante toda a programação.
1937 - Assis Chateaubriand inaugura a Rádio Tupi, de São Paulo.
- A cantora Linda Batista é eleita a Rainha do Rádio.
1940 - Ary Barroso compõe jingles para os remédios Urodonal e Fandorine, cantados por Orlando Silva e Silvio Caldas.
1941 - A Rádio Nacional lança o Repórter Esso, primeiro radiojornal brasileiro.
- Em Busca da Felicidade, primeira novela radiofônica, vai ao ar pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro.
1944 - Inauguração da Rádio Globo, do Rio de Janeiro.
1947 - Fundada a primeira rádio do sul de Santa Catarina, na cidade de Tubarão por Edgar Lemos, Antônio Nuemberg, João Orlandi Correa, Edgar Cunha e Antônio Dácio Farias, Sociedade Rádio Tubá Ltda.
1958 - Inauguração da Rádio Eldorado, de São Paulo.
1961 - Fundada em Santa Catarina, na cidade de Tubarão, pelo ex-senador Evelásio Vieira, a Rádio Tabajara AM.
1967 - Fundação da Rádio Educadora de Piracicaba, por Nelson Meirelles
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Piracicaba
FM
90.9 - Nova Cidade (Comunitária, Hits)
92.7 - 92 FM (Popular) - São Pedro-SP
97.1 - Rede Aleluia (Evangélica) - São Pedro-SP
102.3 - Difusora (Popular)
103.1 - Jovem Pan 2 (Pop)
105.3 - Onda Livre
105.9 - Educativa (MPB)
AM
650 MHz - Rádio Difusora - A Rádio Difusora foi fundada em 12 de outubro de 1933, como Rádio Clube de Piracicaba por João Sampaio Góes. Ela foi uma das primeiras emissoras fundadas no Brasil. Em 1944, trocou seu nome para Rádio Difusora, que permanece até hoje. Em 1950, o casal Aristides e Maria Conceição Figueiredo, que tinha uma rádio em Uberlândia (MG), comprou a estação, pois João Góes achava que a televisão iria acabar com o rádio.
910 MHz - Radio A Voz Agricola do Brasil, nasceu no ano de 1936, através da rede Piratininga de Rádio, uma emissora de São Paulo, depois Rádio Alvorada de Piracicaba, mais tarde Rádio Alvorada/Globo, que tinha a programação integral da Rádio Globo de São Paulo e finalmente a Rádio Onda Livre
1060 MHz - Rádio Educadora - No ano de 1967, reuniram-se os Doutores Nelson Meirelles (médico), Fortunato Losso Netto (jornalista), Ernesto Pereira Lopes (empresário / deputado), Coriolano Ferraz Meirelles (advogado), Jairo Ribeiro de Mattos (engenheiro) entre outros amantes da cultura e da música para montar a futura emissora de ondas médias na cidade de Piracicaba. A concessão federal da emissora foi conquistada pelo grupo junto ao Congresso Nacional. Quando da instalação, a emissora foi denominada Rádio Educadora de Piracicaba, ZYK 533 faixa AM na freqüência 1.360 Kilociclos com transmissor Philips de mil watts e estúdios localizados no centro de Piracicaba à rua São José. Mais tarde em 1985, passa a operar em 1060 MHz.
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História
Segundo alguns autores, a tecnologia de transmissão de som por ondas de rádio foi desenvolvida pelo italiano Guglielmo Marconi, no fim do século XIX, mas a Suprema Corte Americana concedeu a Nikola Tesla o mérito da criação do rádio, tendo em vista que Marconi usara 19 patentes de Tesla no seu projeto.
Na mesma época em 1893, no Brasil, o padre Roberto Landell de Moura também buscava resultados semelhantes, em experiências feitas em Porto Alegre, no bairro Medianeira, onde ficava sua paróquia. Ele fez as primeiras transmissões de rádio no mundo, entre a Medianeira e o morro Santa Teresa. [carece de fontes]
As primeiras radioemissões[editar | editar código-fonte]
O início da história do rádio foi marcado pelas transmissões radiofônicas, sendo a transcepção utilizada quase na mesma época. Consideram alguns que a primeira transmissão radiofónica do mundo foi realizada em 1906, nos Estados Unidos por Lee de Forest experimentalmente para testar a válvula tríodo.
As primeiras transmissoes para entretenimento regulares, começaram em 1920 na Argentina e nos Estados Unidos.1
No Brasil, inicialmente apenas militares poderiam ter aparelhos de rádio, a lei foi revogada por Francisco de Sá2 , e a primeira transmissão civil foi realizada no dia 6 de abril de 1919, a partir de um estúdio improvisado na Ponte d'Uchoa, no Recife, pela PRA 8, Rádio Clube de Pernambuco, tendo à frente o radiotelegrafista Antônio Joaquim Pereira. Sobre este fato o Jornal do Recife (já extinto) noticiou no dia 7 de abril de 1919:
Consoante convocação anterior, realizou-se ontem na Escola Superior de Electricidade, a fundação do Rádio Clube, sob os auspícios de uma plêiade de moços que se dedicam ao estudo da electricidade e da telegrafia sem fio. Ninguém desconhece a utilidade e proveito dessa agremiação, a primeira do gênero fundada no País.
Idealizada, construída, operada e direcionada para um grupo elitista, a emissora não teve muita repercussão, por não existirem receptores nas residências àquela época.
Em 7 de setembro de 1922, no centenário da Independência do Brasil, o presidente Epitácio Pessoa, acompanhado pelos reis da Bélgica, Alberto I e Isabel, abriu a Exposição do Centenário da Independência no Rio de Janeiro. O discurso de abertura de Epitácio Pessoa foi transmitido para receptores instalados em Niterói, Petrópolis e São Paulo, através de uma antena instalada no Corcovado.
No mesmo dia, à noite, a ópera O Guarani, de Carlos Gomes, foi transmitida do Teatro Municipal para alto-falantes instalados na exposição, assombrando a população ali presente. Era o começo da primeira estação de rádio do Brasil: a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Fundada por Edgar Roquette-Pinto, a emissora foi doada ao governo em 1936 e existe até hoje, mas com o nome de Rádio MEC. Essa transmissão é tida como a pioneira, no âmbito oficial. Porém a emissão radiofônica pioneira deu-se no Recife, em 1919, através da Rádio Clube de Pernambuco. Em abril de 1923, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro é inaugurada, sob a direção de Edgar Roquette Pinto, e é reconhecida como a primeira rádio do Brasil, no entanto, em fevereiro de 1923, a Rádio Clube de Pernambuco, já operava com um transmissor de 10 watts.
Tecnologia
Rádio com toca-fitas cassette, tipicamente anos 80.
Receptor[editar | editar código-fonte]
A função do receptor de rádio é a decodificação dos sinais eletromagnéticos recebidos do espaço, captados pela antena, transformando-os em ondas sonoras, sinais digitais e/ou analógicos. A televisão e o rádio automotivo, por exemplo, são receptores.
O equipamento é conectado a uma antena receptora, um sistema de sintonia e amplificadores de áudio, vídeo e/ou sinais digitais.
O radiotransmissor converte sinais sonoros, analógicos ou digitais em ondas eletromagnéticas, enviando-os para o espaço através de uma antena transmissora, para serem recebidos por um radiorreceptor, por exemplo, emissoras de AM, FM ou de TV além do LW.
Transceptor
O radio-transceptor, funciona das duas formas, como transmissor e receptor, alguns exemplos de transceptor são o telefone celular (telemóvel), os radares nos aeroportos, os equipamentos de comunicações em veículos oficiais, e de empresas particulares.
Além da radiodifusão, existem outras modalidades na utilização de equipamentos emissores de radiofrequência que influenciam nas radiocomunicações.
Radiotelegrafia, bastante utilizada até meados da década de 1970. Após o advento da digitalização, a transcepção via código morse caiu em desuso comercialmente e militarmente, embora ainda existam utilizadores da radiotelegrafia.
Radiotelefonia ainda utilizada, porém em outros modos, por exemplo, os telefones celulares são modos de radiotelefonia.
Radioemissora não é necessariamente radiodifusão, ou radiocomunicação. Uma radioemissora pode emitir sinais de rádio para os mais diversos fins, desde militares até industriais.
Radiocomunicação é a modalidade mais utilizada.
Radiogoniometria é uma modalidade de radiolocalização. Um radiogoniômetro localiza uma emissão de radiofrequência de qualquer modalidade.
Radiolocalização é uma forma de radiogoniometria. Um NDB, por exemplo, sendo um radioemissor, emite sinais que são recebidos por um radiogoniômetro, que tendo um sistema monodirecional de recepção, faz a triangulação da emissora, localizando-a com precisão.
Radioterapia por Diatermia chamado por alguns do meio médico de Ondas Curtas. Este sistema, embora não pertença ao assunto radiocomunicação, tem sua relevância, pois, é um dos maiores interferentes (Poluidor) nas radiocomunicações. Trata-se de um equipamento transmissor de radiofrequência de alta potência utilizado em medicina e não em comunicação. Também não se deve confundir com Radioterapia por Radiação Ionizante), esta é realizada no comprimento de onda dos raios-x.
Sua relevância à radiocomunicação se dá pelo fato de serem (juntamente aos equipamentos de diatermia) grandes poluidores do espectro eletromagnético.
É um meio de comunicação que ocupa lugar de destaque. Apesar de ser um hobby, este tem vital importância para as pesquisas e desenvolvimento em diversas modalidades desta ciência.
As estações de radiocomunicação mantidas por radioamadores, se prestam para comunicados e conversas informais além dos concursos e competições nacionais e internacionais os chamados contestes. Além do passatempo, os radioamadores prestam serviços para testes de condições de propagação ionosférica, direta, e por reflexão, (inclusive lunar) nas mais diversas frequências do espectro.
Em casos extremos, as estações de radiocomunicações de radioamadores, em função de sua portabilidade, agilidade, gama de utilização, potência, e sistemas de antenas de fácil montagem e alcance, auxiliam as autoridades de Defesa Civil do mundo inteiro nas situações de risco e calamidades públicas.
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Referências bibliográficas
Portal A Wikipédia possui o portal:
Portal de eletrônica
ARAÚJO, Carlos Brasil de. O escritor, a comunicação e o radiojornalismo. Diretoria de Documentação da Câmara dos Deputados. Brasília, 1972.
BAUM, Ana (org.). Vargas, agosto de 54 – a história contada pelas ondas do rádio. Rio de Janeiro: Garamond, 2004.
BURBAGE, Robert e outros - Os meios de comunicação nos Estados Unidos - Imprensa - Rádio - Televisão, Rio, Agir, 1973, tradução de Marco Aurélio de Moura Matos
COSTELLA, Antônio. Comunicação - Do grito ao satélite, São Paulo: Mantiqueira.
ERBOLATO, Mário L. Comunicação e cotidiano. Campinas: Papirus, 1984.
FEDERICO, Maria Elvira Bonavita. História da comunicação - rádio e TV no Brasil. Petrópolis: Vozes, 1982.
FERRARETO, Luiz Artur. Rádio no ar - O veículo, a história e a técnica. Porto Alegre : Sagra Luzzatto, 2000.
FOGOLARI: Elide Maria. Laboratório de Rádio: a arte de falar e ouvir. São Paulo: SEPAC/ Paulinas.
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LABRADA Jerônimo. El registro sonoro. Santafé de Bogotá: editorial Voluntad. 1995. 223p.
LAGO, Benjamim do. Radiodifusão e desenvolvimento. Rio de Janeiro: livraria Cultural da GB, 1969.
MOURA, Gerson. Tio Sam chega ao Brasil - a penetração cultural americana. São Paulo: Basiliense, 1985.
MUÑOZ, José Javier, GIL César. La Radio: teoría y práctica. Madrid: Instituto oficial de Radio y Televisión. 1986.
SAMPAIO, Mário Ferraz. História do rádio e da TV no Brasil e no mundo. Rio de Janeiro, Achiamé, 1984.
VAMPRÉ, Octavio Augusto. Raízes e evolução do rádio e da TV: cronologia. Porto Alegre: Fundação Educacional Padre Landell de Moura/RBS, 1979.
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Provando meu nome Jair na Rádio A Voz Agrícola do Brasil (1965)
Trabalhei em uma fábrica de beneficiar algodão, propriedade do Seu Benedito Grisotto, a fábrica ficava na Rua Alfredo Guedes, próximá Rua Riachuelo. Isso foi em 1961. Em 1963, um amigo, o Jair trabalhava como operador de som na Rádio Voz Agrícola do Brasil, que ficava na Rua XV de Novembro, bem na praça, onde hoje funciona um supermercado. Na época era uma padaria, a rádio ficava no andar superior. Eu fui visitá-lo. Ele perguntou-me se eu gostaria de trabalhar em rádio. Disse-lhe que sim. O gerente era o famoso José de Oliveira Garcia Neto. O Jair, em uma brincadeira, colocou-me ao telefone, falando com um seu amigo, da Rádio Difusora de Piracicaba, imitando a voz de Garcia Neto. O pseudo Garcia Neto disse-me: “-Você quer trabalhar comigo na Rádio Voz Agrícola, lá pelas duas e meia, tres horas da manhã, você vem e me espera que eu logo chego”.
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RÁDIO PHILIPS - Eindhoven - Holanda
Quando o famoso inventor Thomas Alva Edison demonstrou em 1879 a sua lâmpada elétrica em Menlopark, Nova Iorque, chamou a atenção de um estudante de engenharia mecânica holandês, na época com 21 anos, chamado GERARD PHILIPS (1858-1942).
A fundação da Philips & Co. se dá 12 anos depois ( 1891 ) na cidade de Eindhoven (Holanda), com um capital inicial de 75,000 Florins financiado por seu pai, o banqueiro Fredérik Philips (1830-1900) e 10 empregados, tendo por finalidade a fabricação de filamentos de carvão para lâmpadas incandescentes e luminárias, em um salão de 18 X 20 mts.
Com 1 ano de funcionamento, recebe uma encomenda de lâmpadas de um grande fabricante de velas, subindo sua produção diária para 500 lâmpadas em 1895. Era uma grande produção para um pequeno país como a Holanda. Nesta época em função das dificuldades financeiras, começa a pensar em atuar fora do país, e para isso, convida seu irmão mais jovem Anton Philips (1874-1951) para participar deste desafio.
O negócio prospera e antes da virada do século, a PHILIPS é a maior fábrica de lâmpadas do mundo. Em 1912 o nome PHILIPS & CO é mudado para " N.V. Philips Gloeilampenfabrieken " ( empresa de capital aberto ) e em 1914 é aberto o famoso laboratório de física (NATLAB), onde muitas invenções, pesquisas e descobertas são realizadas.
Antes da primeira guerra mundial, seus produtos são comercializados na América e na França.
Em 1918 a Philips inicia a produção de válvulas.
Um fato curioso é que a Philips logo após iniciar a fabricação de válvulas, lançou uma série com filamento de baixo consumo próprias para uso em equipamentos operados a bateria, (muito comum naquela época) denominando-as de "MINIWATT". Posteriormente, o termo Miniwatt tonou-se sinônimo de válvulas Philips
Na década de 20, como parte de um próspero programa de diversificação em suas atividades, o grupo Philips está presente em vários países, tais como Espanha, Polônia, Noruega, China, Suécia, Itália, Suíça, Finlândia, Checoslováquia, Brasil, Inglaterra, Dinamarca, Áustria, Hungria, Alemanha e Austrália, alem de escritórios de representação na Nova Zelândia, Romênia, Portugal, Argélia, Iugoslávia, Israel, Luxemburgo, Índia, Grécia, Turquia e Japão. Todas as filiais são supridas com material fabricado pela matriz em Eindhoven.
A partir desse momento, a Philips passa a patentear suas inovações nas áreas de Radiografias (R.X.) e recepção de ondas de Rádio.
Também no início da década de 20, inicia a produção de uma série de componentes utilizados na construção de aparelhos eletrônicos como o carregador de bateria ( 1016/1017 ), o retificador ( 372 ) e componentes para transmissão e recepção.
Em 28 de julho de 1924, é inaugurada a filial brasileira na cidade do Rio de Janeiro, para a importação e a venda dos produtos Philips fabricados em Eindhoven.
Em 1925, participa no desenvolvimento da primeira Televisão.
Em 1926, inicia a fabricação dos conhecidos alto-falantes 2003 tipo "chapéu chinês"
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As casas de comércio que importavam rádios receptores para comercialização:
1932 - Pousa & Godinhos, ansestral da Loja a Musical. Praça Sete de Setembro, hoje Praça José Bonifácio.
1938 - Casa Edson - Rua XV de Novembro
1941 - Casa Stander de João Guidotti - Rua Gov. Pedro de Toledo
1949 - Oficina de conserto, reparos e montagens de rádio. Propriedade de João Trevisan - Rua Prudente de Moraes
1951 - Casa do José Guerrini, na Vila Rezende - Av. Conceição - Tudo para rádio a pilha e de acumulador, esta era a placa publicitária de sua loja.
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VÁLVULAS
PRIMEIRA VÁLVULA PENTODO
Apesar de pouco conhecido, a válvula "PENTODO" foi inventada nos laboratórios da Philips na Holanda por dois de seus funcionários - Drs. Gilles Holst e Bernard Tellegen, tendo sido solicitado a patente para o invento no dia 14 de dezembro de 1926. Como haviam pesquisas paralelas nesse tipo de válvula em outros fabricantes, a Philips, para salvaguardar a nova invenção, solicitou o registro das patentes em outros 18 países.
Um detalhe curioso e que poucas pessoas sabem hoje, é que o quinto pino da maioria das válvulas Pentodo de fabricação Philips e Mullard ( posteriormente a Telefunken adota a mesma estratégia ) colocadas à venda na época, era montado na lateral, com uma porca recartilhada possibilitando aos proprietários dos rádios já existentes, trocarem as válvulas Triodos "agora obsoletas" por uma válvula Pentodo moderna sem a necessidade de trocar o soquete, bastando adicionar um fio da fonte de +B e conectá-lo ao referido pino na lateral.
Foi lançada comercialmente em setembro de 1927 na feira de Utrecht junto com o lançamento do primeiro rádio da Philips, porem só é incorporada ao modelo 2502
Radio Philips 1955
Com fábrica em Guarulhos - SP - à rua Anton Philips no 1, esta indústria fabricou uma série de afamados modelos de rádios entre as décadas de 50 e 60.
Conhecida pelos bons aparelhos que saem de suas linhas de produção, atua hoje em vários segmentos da eletroeletrônica no Brasil.
O modelo L3 X 78 T/01, idêntico a este mostrado na foto, foi o primeiro rádio transistorizado da Philips, lançado em 1957 na Holanda, posteriormente fabricado no Brasil por volta de 1960 como Mod. L3 R 78 T
BIBLIOGRAFIA e Fontes Consultadas
Histórias que o Rádio não Contou - de Reynaldo C. Tavares
Programa Casé - O Rádio Começou Aqui - de Rafael Casé
História da Indústria de Telecomunicações no Brasil - Henry British Lins de Barros
70 Years of Radio Tubes and Valves by John W. Stokes
Revista Radio Phono - Edições de nos 1 a 16 ( 1929 a 1930 )
Revista Antenna - Radio para Todos - vários nos - 1930/31
Emblemas de Propaganda: http://www.radioverzameling.nl/index2.htm
Emblemas de Propaganda: http://www.radioverzameling.nl/reclame.html
Historia do emblema da Philips: http://www.news.philips.com/profile/history/historyshield.html
História da Philips: http://huizen.dds.nl/~bionda/philipsn.htm
Welcome to NurdPosse's PhilipsfreaksPage: http://www.home.zonnet.nl/pvberlo/
Een stukje Philips radio/TV geschiedenis: http://members.tripod.com/~robkrab/history.htm
História da Philips: http://www.chez.com/xcombes/philresu.htm
Livros que contam a História da Philips: http://www.geocities.com/TelevisionCity/4322/shop.htm
Explicação do emblema da Philips em inglês: http://home.wxs.nl/~carl.knoef/folders/PhilipsFolders.html
História da Philips: http://www.news.philips.com/profile/history/history.html
História da Philips: http://home.luna.nl/~arjan-muil/radio/philips2501.html
Os Loudspeaker da Philips: http://www.casema.net/~rvapeldo/luid2.html
Histórico da Philips no Brasil: http://www.philips.com.br/institucional/html/historico.htm
Historia do emblema da Philips em português : http://www.philips.com.br/institucional/html/logo.htm
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Os meios de comunicação começavam a surgir. Em 1895, é inventado o telégrafo sem fio (precursor do rádio) pelo engenheiro italiano Guglielmo Marconi,[8] que obteve apoio de outro cientista descobridor das ondas de rádio — o alemão Heinrich Hertz [precisa de fontes]. Assim, em 1901, Marconi enviou a primeira mensagem transatlântica por rádio, sendo transmitida por código morse;[8][9] e em 1906, data-se a primeira transmissão sonora transatlântica[precisa de fontes]. Os programas de rádio tornaram-se regulares na década de 1920[precisa de fontes]. Os primeiros rádios eram grandes, mas com a invenção dos transistores, em 1947, reduziu-se seu tamanho[precisa de fontes].
A transmissão sonora via rádio deve-se à invenção da válvula a vácuo, que constituía o componente básico dos circuitos eletrônicos dos primeiros aparelhos de rádio [precisa de fontes]. Primeiramente, constitui-se as válvulas diodo, sendo em 1906 introduzida a válvula triodo, que possibilitou transmitir, receber e amplificar sinais de rádio, transformando-os em sons compreensíveis — como a voz
Válvula a vácuo.
Transistores.
Válvula diodo.
Válvula triodo
Válvula retentora
Um dos filmes de Eadweard Muybridge, retratando o galope de um bisão.
A captura de imagens e sua reprodução, ou seja, a invenção da fotografia, o cinema e a televisão, respectivamente, ocorreram da seguinte maneira. Na década de 1870, Eadweard Muybridge obteve o efeito de movimento através de fotos sucessivas de movimentos humanos e animais, tiradas com um aparelho de alta velocidade. Apesar de já na década de 1830 o francês Louis-Jacques Daguerre ter criado um processo fotográfico que utilizava placas de cobre cobertas com prata e iodo — simulando o movimento —, este era muito precário pois produzia uma cópia de cada fotografia. Um pouco mais tarde, o inglês William Fox Talbot inventou um processo que utilizava uma imagem negativa, permitindo um número ilimitado de cópias positivas da mesma fotografia. Surgia, então, a câmera fotográfica, que utilizava este último processo de revelação de imagens. Esta consistia de uma caixa escura, com um orifício de um lado, por onde entra a imagem do exterior e a reproduz sobre a parede oposta da câmera. Ela foi aperfeiçoada colocando-se uma lente em seu orifício, e assim obtendo uma imagem mais nítida. Posteriormente, em 1826, conseguiu obter o primeiro registro de uma imagem permanente, através de uma chapa de estanho coberta com betume sensível à luz. Então, finalmente inventa-se a fotografia, retirando a placa e tratando a fotografia quimicamente.
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Válvulas
Estamos na era dos circuitos integrados VLSI que reúnem numa pequena pastilha de silício milhões de transistores. No entanto, muitos adeptos da eletrônica estão redescobrindo o componente que deu origem a tudo isso e que se julgava "enterrado" há muitos anos: a válvula. Equipamentos a válvula estão sendo fabricados e vendidos a custos elevados, colecionadores estão pagando fortunas por rádios e outros equipamentos valvulados dos anos 30 aos 50 e recuperadores procuram avidamente válvulas de reposição para equipamentos antigos. O que está acontecendo é o que veremos neste artigo.
Os receptores de rádio regenerativos antecederam os super-heteródinos modernos, e de outras técnicas mais avançadas, com que estamos acostumados, nas primeiras versões em lugar dos circuitos integrados e dos transistores eram usadas válvulas. Estes receptores, dos anos 20 aos anos 40 usavam como base válvulas triodo, sendo capazes de receber bem sinais de estações muito distantes quando operando na faixa de ondas curtas. No entanto, a sua amplificação era pobre pois as válvulas usadas eram poucas e havia a dificuldade do fornecimento de energia: estes receptores usavam enormes baterias de 90 a 300 volts em alguns casos! Haviam detalhes interessantes a serem considerados em tais receptores: eles precisavam de dois ajustes, a sintonia e a regeneração, que consistia em o circuito ao máximo rendimento com o sinal captado. Se o leitor deseja ter um receptor de tecnologia antiga para demonstração, como curiosidade ou para fazer parte de um museu e possui uma válvula triodo como a 6C4, 6AV6, 6BU6, 6SD4 ou outra que pode ser encontrada num rádio, amplificador ou televisor antigo, eis a oportunidade de partir para um projeto interessante.
Constituição interna - Valvulas
Diôdo Termiônico, diagrama simplificado.
Os elementos metálicos internos são, o filamento, cuja função é o aquecimento do cátodo para a emissão de elétrons, o cátodo, emissor de elétrons, a placa, ou ânodo, receptor de elétrons, a grade de controle, que, dependendo de sua polarização, aumenta ou diminui o fluxo eletrônico do cátodo ao ânodo, além de outras grades que podem formar as válvulas tríodos, pentodos, etc.
Diôdos
Válvula tríodo utilizada em 1906.
Diôdos termiônicos, são válvulas eletrônicas de construção mais simplificada, inicialmente construídos por Thomas Alva Edison antes da invenção da lâmpada incandescente.
O diôdo é formado mecanicamente de um filamento, cuja função é aquecer ao cátodo, acelerando desta forma os elétrons em direção ao ânodo, ou placa, que consiste num invólucro metálico que veste ao cátodo e filamento.
Funcionamento
Válvula termiônica para uso geral amplamente utilizada na década de 1960.
O funcionamento do diodo termiônico é bem simples, ao ligarmos uma bateria e um miliamperímetro em série, sendo o polo positivo à placa e o polo negativo ao cátodo, este sendo aquecido a determinada temperatura e a partir de uma certa tensão elétrica aplicada ao sistema, começará fluir uma corrente elétrica constante entre cátodo e placa (ânodo), não importando a oscilação da tensão, a intensidade de corrente será sempre a mesma, a este fenômeno se deu o nome de Efeito Édison.
Princípio do efeito Edison
Qualquer que seja a polaridade na placa, sempre haverá Efeito Édison, pois os elétrons saltam para o espaço que rodeia ao cátodo formando uma nuvem em grande agitação. A esta nuvem se dá o nome de nuvem eletrônica, que é uma carga espacial negativa que rechaçará constantemente os elétrons para o cátodo e para trás à medida que são emitidos. Este fenômeno é tão efetivo que nenhum dos elétrons atinge a placa, qualquer que seja a tensão elétrica aplicada, para a placa estando negativa.
Polarização
Ao polarizarmos tensão positiva à placa, os elétrons de carga espacial são atraídos, portanto o fluxo de corrente será baixo.
Aumentando a tensão de placa, estando a temperatura de cátodo constante, será atraído maior número de elétrons para a placa e quase não haverá retorno ao cátodo. Haverá um momento neste aumento de tensão em que o diodo atingirá o ponto de saturação, onde todos os elétrons serão absorvidos.
O diodo termiônico só deixa passar a corrente elétrica num sentido, funcionando como retificador.
Válvulas para diversas aplicações.
Válvulas de potência[editar | editar código-fonte]
Válvula tiratron modelo 885 da RCA.
Atualmente ainda são fabricadas válvulas de potência para radiofrequência. Este tipo de válvula termiônica é utilizada em amplificadores de radiofreqüência e em transmissores de menos de um kilowatt até muitos kilowatt.
Estas válvulas são de construção moderna e aliam alta potência à robustez mecânica. A placa ou ânodo deste tipo de dispositivo é fabricada com grafite ou metais sinterizados. Isto se deve para suportar altas temperaturas e altas dissipações térmicas.
Algumas válvulas de alta potência possuem em suas composições ligas que contém alguns tipos de materiais cerâmicos e metálicos.
Além da utilização em emissoras de radiodifusão e televisão, algumas espécies de válvulas de potência ainda fabricadas são utilizadas em equipamentos de eletromedicina, como bisturís eletrônicos e equipamentos de diatermia para tratamento fisioterápico.
Muitos não sabem, mas os fornos de microondas possuem uma válvula de alta potência chamada Magnetron. Essa válvula é a responsável pelo sinal de radiofrequência que esquentam os alimentos.
TIPOS DE VÁLVULAS
Osciladora
Retificadora
Amplificadora
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Galenas – crystal radios
Estes primitivos receptores funcionam com um cristal de galena (sulfeto de chumbo), mineral natural que atua como semicondutor.
As galenas ou crystal radios não necessitam de fonte de energia elétrica para o seu funcionamento e o som é reproduzido por um par de fones. Elas resistiram ao tempo, sendo industrializadas até os anos 1930, em regiões ainda não servidas por energia elétrica. Na foto ao lado, uma galena (detektor-empfänger), marca Heliogen, fabricada na Alemanha em 1932
Rádio Galena
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Rádios Regenerativos
O maior criador de circuitos de rádio, Edwin Armstrong, inventou o circuito regenerativo em 1912. O princípio da regeneração é um feedback : parte da radiofreqüência é realimentada para a entrada do circuito, aumentando a sensibilidade e a seletividade.
Lee de Forest, criador da primeira válvula de rádio manteve uma batalha jurídica contra Armstrong sobre a invenção do regenerativo, até que, em 1934, a Suprema Corte dos Estados Unidos deu ganho de causa a Forest, contrariando toda a comunidade científica. Armstrong suicidou-se em 1954. Na foto acima, um monovalve modelo 453 Lindström com licença para o uso de válvulas Telefunken, produzido na Alemanha entre 1924 e 1925
Rádio regenerativo
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Rádios TRF – Rádio Freqüência Sintonizada
O sistema Tuned Radio Frequency – TRF foi criado nos USA pelo sueco Ernst Alexanderson, em 1916. A radiofreqüência é sintonizada e amplificada por diversos estágios, até a detecção e saída do áudio. O problema deste circuito é a capacitância entre eletrodos das válvulas, provocando oscilações e interferências.
Muitos rádios TRF podem ser identificados por seus gabinetes longos e baixos, com uma tampa superior de acesso ao circuito e uma série de grandes bobinas internas. Na foto acima, um TRF Atwater Kent, modelo 46, construído em 1928
Rádio TRF
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Rádios Neutrodinos
O rádio com circuito neutrodino é um tipo particular de TRF, no qual os efeitos da capacidade interna entre a placa e a grade da válvula são reduzidos. Louis Hazeltine, nascido nos Estados Unidos em 1886, criou e patenteou o sistema (1922/23). Ele colocou filtros que neutralizaram os ruídos causados pela oscilação nas válvulas. O neutrodyne foi o primeiro receptor adequado para a comercialização pública.
Em 1927, estima-se que 10 milhões de neutrodinos foram construídos. Na foto acima, um receptor Freed-Eisemann, modelo NR-9, de 1927, com circuito neutrodino. Cortesia de Bill Kendrick, Texas-USA.
Rádio Neurodino
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Circuito TRF – Segunda geração
Uma nova concepção de válvulas com uma grade auxiliar (screen-grid) foi inserida nos circuitos a partir de 1927, resolvendo o problema das oscilações e tornando o circuito neutrodino obsoleto.
Como exemplo de um TRF de segunda geração, aparece na foto ao lado um rádio marca Detrola, modelo 121, de 1936, da coleção do autor.
Rádio TRF segunda geração
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UM POUCO DA HISTÓRIA DO RÁDIO EM PIRACICABA
Piracicaba foi a segunda cidade do Estado de São Paulo, a ter uma Estação de rádio, a pioneira, Rádio Clube de Piracicaba, de João Sampaio Goes, data-se de 1933. Nesta época, os receptores de rádio, eram importados e o importasdora na cidade era Pousa & Godinhos, que traziam principalmente dos Estados Unidos os receptores de rádio, como a WH, Morican, Zenith e outros; quase todos em caixas de madeira envernizada, um luxo para as moradias piracicabana.
Convem esclarecer, que o caipira de Piracicaba, era o povo de região média paulista do Estado de São Paulo, onde existioa muita influência na lingua. Inicialmente por resquisios indígenas, pois nesta região existia a tribo de índios dos Tupys, Guaranis e Paiaguás. Depois o povo de Piracicaba e região, acumulou o "erres" carregados e os engoliu os "esses". Para não faltar mais nada, acrescentou um pouco dos dialetes e idioma italiano, haja visto da imigração para as fazendas de café, cana e algodão, não bastando incorporou um segmento do americano (sotaque inglês) e do alemão e deu essa misceginação de língua sotoque Caipiracicabana.
No sítio ou fazendas que rodeavam Piracicaba, outro tipo, os rádios que necessitavam de bateria automotiva, os ditos acumuladores, como o caipiracicabano dizia. Além disso, o rádio passou a ser chamado por inúmeros apelidos, tais como: "caxa de beia", "beiero", "caxa de chiado", caxa de musga", palavras esses numa soma de português caipira mal falado e misturado com idiomas e dialetos italianos e para não faltar ainda a língua inglesas (americano) e o alemão, dando uma salada radiofônica. Assim sendo, "caxa de beia", era o tipo de designar Caixa de Abelha na apicultura familiar, pois havida muitas culturas de mel; mesmo significado para "beiero".
Já "caxa de chiado e de musga" referia-se a caixa de madeira que fazia um som estranho, chiado e "musga" era o jeito do caipira falar que naquele local (o rádio) tocava música, normalmente da turma do Cornélio Procópio, que tinha os piracicabanos Caçula e Marinheiro.
Os rádio importados eram elegantes, caixas de madeira, envernizados, diversos tamanhos e formas. Dentro desta caixa, um módulo eletrônico do receptor, geralmente sobre um chassi de chapa galvanizada, tendo na parte superior as válvulas, o transformador, o variavel e as bobinas de recepção de ondas. Na parte inferior desta caixa metálica, as resistências, diodos, catodos, fios, algumas bobinas feitas de arame de cobre nú, condensadores e algumas pontes móveis de componentes.
A recepção da onda de rádio, era feita através de uma antena di-polo de 3 a 5 metros de comprimento, que o caipira do local chamava de varal. Era dois pedaços de cordoalha, com isolantes chamados de castanhas de louça e suspenso sobre o telhado das residências. Neste "varal", ligava-se um cabo com duas polaridades, um na parte esquerda chamada de negativo e outro lado na parte direita, chamada de positiva e através desta onda, era possível receber sinais de rádios de lugares longínquo.
, como a Rádio Nacional, Rádio Aparecida, Rádio Record e até a BBC de Londres, a Vaticana, Rádio Moscow e Avoz da América.
Também existia o fio terra para aterramente do rádio, devido as estáticas e as interpéris (raios). Constituía de enterrar no solo, um padaço de tubo (cano galvanizado) de ferro no chão, alguns ainda usavam sal enquanto era batido com a marreta neste tubo. Deste local, um fio nú de cobre, chegando até o aparelho receptor, quando ligava o fio terra do rádio, a este fio que vinha do solo. Quando chovia e trovejava, fazia a inversão da chave comutadora que deixava a antena diretamente ligada ao terra e o rádio completamente isolado destes fenômenos
meteorológicos.
.
O Rádio receptor, tinha um local de destaque na residência. Geralmente ficava sobre um aparadouro, com altura superior as pessoas ali residentes. Porque isso? Para ser melhor audivel entre os presentes e dificultando a curiosidade das criançadas em mexer nos kenobs (botões) que eram quatros. Um para ligar, outro para sintonizar fazendo o variável movimentar o ponteiro, outro para dar o tom grave e agudo e outro o seletor de ondas médias e curtas, algunas com ondas tropicais. Era possível nestes receptores, ouvir diálogos entre rádios amadores de muito longe, pois a frequencia que usavam para fazer os QSO era na faixa do sete mil KHz, equivalente a faixa dos quarenta metros.
A propagação das rádios comerciais em nossa região, eram muitos boas, haja visto que não tinha muito interferência de energias elétrica, apenas sendo incomodado pelos ruidos dos motores a dieesel cas caminhões e dos tratores.Mas isto era facil resolver, com um filtro caseiro, montado dentro de uma lata de óleo de casinha, marca Salada. Dentro desta lata, uma bobina de arame rigodo de cobre nús, de 5 milímetros de diâmetro, tipo "mola" ou serpentina que depois de pronta, ligava-se o fio de antena nela e dela um fio bem curto indo ao receptor. Acabava a chiadeira. Esta criação, era feito pelo meu nono José de Souza Palma, um cientista do rádio, que inventou e deu o nome de passa baixo. Esse senhor, reformava, consertava e fabricava rádios receptores de uma a cinco válvulas, embora sem ter um curso de bancos escolares, estudou atráves de correspondência pelo Instituto Monitor em São Paulo, dai saindo com diploma de Rádio Técnico. Com este diploma, conseguiu registro de rádio amador, no Departamento de Correios e Telegrafos que era quem cuidava das comunicações no Brasil, naquela época primordia do sistemas de comunicações popular.
Graças a este senhor, fui incentivado a praticar o radio amadorismo, estudar tambem por correspondência no Instituto Monitor, no Instituto Universal Brasileiro e nas Escolas Profissionalizante de Moscow, tendo sido diplomada nas três e obtidos registro de rádio amador e associado na LABRE, o que por herança, herdei o seu prefixo PY-2-JSP, que era as iniciais de seu nome José de Souza Palma, e eu Jair de Souza Palma e com muito orgulho, mais de 50 anos praticando o radio amadorismo, tendo participado de grande ajuda humanitário, constestes e ajudados outras pessoas aquiririrem o "virus" do radialismo, do gosto pelo rádio (estação emissora) comercial e sido rádio escuta pela Rádio Vaticano e Rádio Aparecida.
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Algumas Fontes de Pesquisa:
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